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Pacote Automóvel da Comissão Europeia ajusta metas de emissões de CO₂ para comerciais ligeiros e pesados até 2030

Homem com colete refletor verifica dados em tablet junto a carrinhas elétricas e carregador num estacionamento.

Não foi apenas no segmento dos automóveis ligeiros de passageiros que o novo Pacote Automóvel da Comissão Europeia (CE) mexeu nas metas. Ao reconhecer entraves estruturais de curto prazo à adoção de veículos comerciais elétricos - tanto ligeiros como pesados - a União Europeia avançou com medidas específicas para estes mercados.

Veículos comerciais ligeiros: meta de CO₂ para 2030 revista

Nos veículos comerciais ligeiros, a meta de redução de emissões de dióxido de carbono (CO₂) para 2030 foi ajustada de 50% para 40%. A revisão surge depois de o setor ter alertado para a distância entre o ritmo atual do mercado e o necessário para cumprir o objetivo anterior.

De acordo com a indústria, nos primeiros nove meses deste ano apenas 10,2% do mercado de comerciais ligeiros foi totalmente elétrico - muito aquém dos 15-20% considerados indispensáveis para chegar à meta anterior.

“Os requisitos operacionais específicos dos comerciais ligeiros - disponibilidade 24 horas por dia, 7 dias por semana, restrições de carga útil e configurações diversas - tornam a transição para motorizações 100% elétricas particularmente desafiante”, afirmou a ACEA.

E os pesados?

Também no capítulo dos veículos pesados, a CE colocou em cima da mesa alterações às normas de emissões de CO₂ com o objetivo de tornar mais viável o cumprimento das metas de 2030. A mudança central passa por permitir que os construtores acumulem mais créditos de emissões nos anos que antecedem 2030.

Até aqui, a geração de créditos estava dependente de a empresa ficar abaixo de uma linha média geral de redução de emissões, ano após ano. Com a proposta agora apresentada, passa a ser suficiente que o fabricante fique abaixo da sua própria meta anual, mesmo que ainda não tenha alcançado essa linha média geral.

Números do mercado: elétricos ainda residuais, Diesel dominante

Os dados mais recentes citados pela ACEA mostram que, nos primeiros nove meses deste ano, só 3,8% dos pesados vendidos na UE eram 100% elétricos, ao passo que os Diesel representavam 93,5% das vendas (fonte: ACEA). No caso dos veículos pesados com mais de 16 toneladas, as metas de emissões mantêm-se, com a previsão de uma redução de 45% das emissões a partir de 2030.

“A revisão proposta mantém a ambição climática da UE e proporciona certeza e previsibilidade a longo prazo aos investidores da cadeia de valor, apoiando a competitividade do setor automóvel europeu”, afirmou a Comissão.

A proposta completa deverá ser submetida ao Parlamento Europeu e ao Conselho Europeu ao longo do próximo ano, podendo ainda ser ajustada antes de ficar fechada.

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