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Vendas na Europa em fevereiro de 2025: ACEA revela mercado em queda e subidas fortes

Três carros elétricos Renault, um prateado à frente e dois azuis no fundo, em exposição numa sala moderna.

Mercado europeu em fevereiro de 2025 (dados da ACEA)

A ACEA (Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis) publicou os números das vendas no mercado europeu relativos a fevereiro de 2025 e há dois pontos que saltam à vista: o mercado voltou a recuar, ao mesmo tempo que algumas marcas conseguiram crescimentos muito acima da média.

No total, o segundo mês do ano fechou com uma contração de 3,1% em comparação com fevereiro de 2024, somando 963 540 unidades matriculadas na Europa. Já no acumulado do ano, a descida é de 2,6%.

Países que mais pesaram no abrandamento

Entre os principais mercados europeus, o recuo foi puxado sobretudo pela Alemanha (-6,4%), Itália (-6,2%) e Países Baixos (-8,3%). Portugal seguiu a mesma tendência negativa (-5,1%). Com quedas mais moderadas, a França (-0,7%) e o Reino Unido (-1%) também registaram contração. Nos mercados de maior volume, a exceção foi a Espanha, que cresceu 11%.

Renault surpreende, mas não foi a única

Apesar do contexto de retração, a Volkswagen consolidou a liderança na Europa, ao entregar 103 681 unidades (+7,4% face a 2024). A vantagem para a segunda marca mais vendida, a Toyota, mantém-se folgada - cerca de 38 mil unidades de diferença. A marca japonesa superou as 65 mil unidades, embora isso represente uma quebra de 7,5%.

Ainda assim, o principal destaque entre as 10 marcas mais vendidas na Europa em fevereiro foi a subida da Renault ao terceiro lugar do pódio, com o maior crescimento de vendas no Top 10: +18,8%. Na prática, este avanço correspondeu a 58 830 unidades e permitiu-lhe ultrapassar a arquirrival Peugeot (4.º), bem como a BMW (5.º) e a Škoda (6.º).

A Dacia, por sua vez, continuou dentro do Top 10, com mais de 47 mil unidades registadas e um aumento de 1,6%.

No sentido inverso, além das descidas já referidas da Toyota e da Škoda (-6%), a Hyundai protagonizou a segunda maior quebra dentro do Top 10: queda de 7,2% e 37 210 unidades vendidas.

Crescimentos fortes fora do Top 10: BYD, Alpine e Alfa Romeo

Fora do grupo das 10 marcas mais vendidas, fevereiro de 2025 trouxe também subidas muito expressivas. A maior - e com ampla margem - foi a da BYD, que praticamente triplicou as vendas (298,8%), chegando às 6480 unidades. Este resultado explica-se pela presença ainda reduzida da marca no mercado europeu no início do ano passado.

Em evidência esteve igualmente a pequena Alpine, que mais do que duplicou as vendas (+148,7%), impulsionada pelo novo A290, um compacto desportivo elétrico. No total, vendeu 746 carros.

Também a Alfa Romeo teve motivos para sorrir, ao crescer 38,5% (4994 unidades) em fevereiro, beneficiando do efeito Junior. Foi a única marca da Stellantis a subir no mês passado; todas as restantes desceram, com o grupo a somar uma quebra de 16,2%.

A CUPRA (+32,3%) e SEAT (+17,1%), a MINI (+29.6), a MG (+26,1%) e a Lexus (+19,2%) figuram igualmente entre as marcas com maiores aumentos de vendas.

Maiores quedas em fevereiro

Em contraste, Jaguar, Smart, Mitsubishi e Tesla estiveram entre as marcas que mais recuaram face a fevereiro de 2024, com quebras de 62%, 59%, 40,2% e 40,1%, respetivamente.

Acumulado do ano

Considerando o acumulado de 2025, o pódio das marcas mais vendidas é liderado pela Volkswagen, com 216 565 unidades (+12%), seguindo-se a Toyota com 138 307 unidades (-7,4%) e a BMW com 115 359 unidades (-0,4%).

Apesar do desempenho muito positivo em fevereiro, no conjunto dos dois primeiros meses a Renault nem sequer fica à porta do pódio: ocupa o 6.º lugar, atrás da Škoda e da Peugeot, com 107 258 unidades registadas (+18,5%).

Maiores subidas e marcas mais penalizadas em 2025

Tal como em fevereiro, BYD e Alpine voltam a destacar-se como as marcas com maiores crescimentos no acumulado de 2025, com 287% e 137,8%, respetivamente.

Com subidas também muito relevantes surgem a CUPRA (+42,3%), a Lexus (+32,2%), a Alfa Romeo (+29,6%) e a MG (+21,2%).

Do lado oposto, Smart (-55,4%), Jaguar (-53,4%) e Tesla (-42,6%) continuam entre as marcas mais penalizadas.

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